Quantas vezes nos deparamos com um desejo enorme em comprar alguma coisa?!?! Para nós mulheres e simples mortais quase que 100% das vezes e nem sempre é necessidade.
Depois de cometer este deslize vem a pergunta: Por que comprei isso? Por que comprei aquilo?
Quando acontece este tipo de pergunta, partimos do principio que compramos por impulso.
Na composição de uma casa não é diferente, principalmente para quem está montando sua primeira casa.
É comum quando saímos da casa dos pais pensar que não se quer o que os pais tinham ou que se quer fazer diferente do que eles faziam, ou mesmo criamos um pré conceito sobre uma opinião formada por eles.
Pois bem, algumas gerações passadas, quando moravam na casa dos pais não tinham um micro-ondas, por exemplo, e quando saíram queriam por que queriam um, e de repente se viam numa situação de não saber usá-lo em todas as suas funções.
Um dia alguém me perguntou: "Você vai comprar um micro-ondas?" Mais que depressa respondi com outra pergunta: "Pra que você usa o seu?" A resposta: "Estourar pipoca e esquentar água".
Até que ponto compramos algo que realmente usamos ou precisamos? Qual a necessidade real das coisas que temos? Quantas vezes compramos algo só para estar no 'meio' ou na moda?
Nós arquitetos quando entrevistamos pela primeira vez um cliente, dentro do plano de necessidades perguntamos o que eles querem e na maioria das vezes a resposta vem por impulso pela realização do sonho e isso dificulta muito pois temos que encaixar tudo num espaço que sempre é pequeno para tudo o que querem.
Se perguntar onde termina a necessidade e começa o luxo é fundamental para que o projeto fique leal aos usos e aos usuários.
No exemplo abaixo tirado da internet, podemos notar que existem muitas coisas não 'encaixadas' no projeto, fazendo com que se perca espaço útil na bancada, muito provavelmente porque o cliente informou 'querer' tudo isso, ou porque não queria se desfazer do que já possuía.
O que realmente é importante: o tudo ou o essencial?

(Imagem da Internet)
No exemplo abaixo tirado da internet, podemos notar que existem muitas coisas não 'encaixadas' no projeto, fazendo com que se perca espaço útil na bancada, muito provavelmente porque o cliente informou 'querer' tudo isso, ou porque não queria se desfazer do que já possuía.
O que realmente é importante: o tudo ou o essencial?

(Imagem da Internet)
Rosangela Rodrigues | Arquiteta