É interessante observar como os
arquitetos têm obtido uma postura aleatória mediante suas condições no mercado.
Não há como culpá-los, pois a
variante nisso tudo é a cultura de quem o contrata, a cultura de quem avaliará
seu trabalho, ou mesmo a questão financeira envolvida.
Em visita a uma exposição famosa
em São Paulo sobre decoração é nítido ver quem é o arquiteto famoso, e quem (ainda)
não é antes mesmo de olhar o seu nome seguido de sua foto na plaquinha do
‘stand’. A régua deste parâmetro???
A ousadia.
Interessante ver que para ser
aceito no mercado, o novo arquiteto, ou o menos famoso, para não errar e não
chamar atenção da crítica negativa ousa pouco, tanto no projeto fisicamente
dito como nos detalhes de decoração... Cores, adornos, tecidos, texturas, etc.
Já o famoso, ah! Este peca pelo
excesso, um ser inatingível, ele já tem o que quer: a fama, que traz muitos clientes, não precisando sucatear seus preços e valores. Fazendo assim uma
passarela 'fashion' em seus projetos.
Isso não significa qualidade de
um profissional e nem demérito do outro. Gosto! Esta é a palavra chave, e
gosto, este não se discute.
Rosangela Rodrigues | Arquiteta